15 de nov. de 2008

Tecnologia no futebol é inevitável


Carlos Ferro


cferro@dn.pt
Figura 1


Hélder Postiga merece que Olegário Benquerença lhe ofereça uma boa prenda de Natal. Graças ao golo do avançado do FC Porto no Restelo (vitória dos campeões nacionais por 1-0 frente ao Belenenses) o árbitro livrou-se de uma polémica que poderia aquecer os ânimos até ao jogo de sexta--feira entre Sporting e Benfica.

O lance não sancionado pelo juiz aos sete minutos, quando Postiga tocou na bola dentro da baliza após remate de Quaresma, tinha todos os condimentos para provocar o ressurgimento da discussão sobre a utilização da tecnologia no futebol. É claro que hoje apenas se analisa o recurso às bolas com chips - testadas pela FIFA num Mundial de sub-17 e que poderão ser usadas no Mundial de Clubes, em Dezembro -, mas imagine-se os comentários se o FC Porto tivesse empatado e perdido dois pontos para o Sporting.

Como ambos ganharam, a discussão vai seguir "com tranquilidade" até ao próximo lance polémico. Por exemplo, ainda hoje há quem se lembre do golo não validado à União de Leiria na época passada num desafio em que o guarda-redes sportinguista Ricardo defendeu a bola dentro da baliza. Além do tento atribuído a Alecsandro (o terceiro dos leões) no recente encontro entre o Sporting e o Sporting de Braga em que não existem certezas sobre a validade do mesmo. Com o chip estas situações não existiram e a modalidade só teria a ganhar. Depois das experiências com os auriculares de Olegário Benquerença e Lucílio Baptista não será a hora de se avançar mais um passo?




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