15 de nov. de 2008

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Tecnologias

Como podemos ver a tecnologia é uma admiração para os nossos olhos e o desenvolvimento de nossa vida e do nossso ser no nosso dia-a-dia de nossa vida é uma deslunbraçao para nos, e cada vez que agente futrica nela agente fica cada vez mais admirado com ela, com o que ela pode fazer no nosso mundo e como ela pode facilitar nossa vida e nossa convivencia, isso tudo e graças as nossas coriosidade que as pessoas a populaçao, a sociedade tem de desenvolver nossa vida e com isso todos nos vamos descobrindo o que nao sabemos no mundo da gente. Como a tecnologia e uma coisa incrivel hoje ela ja esta assim no futuro ela estara bem mais facil e muito bem mais desenvolvida para todos nos,no caso todos vai ter a facilidade de ter ela na sua propria casa e estando desenvolvendo ela, e inovando ela a cada vez mais e melhorando ela para facilitar as nossas vidas no mundo que vivemos a tecnologia veio para nos ajudar e facilitar nossas vidas no nosso mundinho de tecnologias. A tecnolofia é uma coisa admiravel e assustadora. Embaixo vcs vão poder ver algumas figuras de tecnologias:. Autor:Marcilei Borges dos Santos

Subjetividade e Tecnologia: as Novas Máquinas Produtoras de Corpos

Subjetividade e tecnologia: as novas máquinas
produtoras de corpos
Carlos Camargos Mendonça_
Resumo: Este artigo1 pretende refletir
acerca da ampliação do entrelaçamento
entre o humano e a máquina através das
tele-tecnologias e da disseminação dos
dispositivos e da lógica hipertextual que
acabou por alcançar o próprio corpo, que é
submetido a todo tipo de operações: modelizado
por programas computacionais (no
domínio do cinema e das experimentações
artísticas), entregue ao jogo das aparências
e da simulação das identidades nos chats e
salas de conversação, conectado a próteses
artificiais, vasculhado em seu interior - mas
sem ser penetrado - pelas nanotecnologias
ou pelos programas de realidade virtual,
tornado lugar de implantes biotecnológicos,
ou então movido e afetado à distância por
meio dos dispositivos - técnicos e artísticos -
que se servem da telepresença. Poderíamos
afirmar que, mais do que objeto de desejo
(como comprovam todas as paixões eróticas
que pululam na Internet, das mais perversas
_Mestre em Comunicação Social, professor
do Departamento de Comunicação Social da Fafich/
UFMG e membro do Grupo de Pesquisa em Imagem
e Sociabilidade da Fafich/UFMG
1 Este artigo é uma versão ampliada do trabalho
apresentado no VIII Colóquio Internacional de Sociologia
Clínica e Psicossociologia, realizado no período
de 03 a 06 de julho de 2001, na Universidade Federal
de Minas Gerais, Brasil.
às mais inocentes), o corpo aparece aí como
um objeto de projeto - segundo a expressão
do artista australiano Stelarc.
O que pretendemos demonstrar ao longo
deste artigo é que, mesmo aí, quando falamos
do corpo e da sua hibridação ou interação
com a máquina, encontramos o vínculo
entre o socius e a subjetividade2, agora
sob a forma de um corpo partilhado a distância.
Desta maneira, consideramos que
as metamorfoses sofridas pelo corpo, seja
através do objeto artístico ou ainda pautadas
nas experiências tecnológicas, estão -
antes de mais nada - imbricadas em estratos
sócio-culturais, códigos culturais e fluxos
de espaço-tempo que além de modelizar
o corpo metamodelizam a subjetividade contemporânea.
A aproximação entre o corpo físico natural
e a máquina tecnológica está sendo elaborada
nas mais variadas instâncias de pesquisas
e estudos. O que nos chama a atenção é
não só o desenvolvimento de algoritmos que
2 Por subjetividade entendemos - com Félix Guattari
- o “conjunto de condições que torna possível que
instâncias individuantes e/ou coletivas estejam em
posição de emergir como território existencial autoreferencial
em adjacência ou em relação com uma alteridade
ela mesma subjetiva”. (Cf. GUATTARI. Caosmose,
p.19).
2 Carlos Camargos Mendonça
possibilitam a modelagem de diferentes tipos
de sólidos, mas também as criações conceituais
tais como aquelas da teoria da complexidade
ou surgidas das experimentações
estéticas que promovem a inter-relação entre
arte, corpo e tecnologia.
Peter Pál Pelbart, no início de sua obra A
vertigem por um fio, atenta para o fato de que
a fabricação social e histórica da subjetividade
não é um dado novo. Para ressaltar tal
constatação, o autor remonta à Nietzsche e
os métodos evocados por estes para dizer da
domesticação do corpo.
Recentemente se mostrou que a docilização
de um corpo pode recorrer a tecnologias
mais suaves, dispensando até
mesmo a violência direta, física... Novas
maneiras de moldar o corpo, modelá-lo,
marcá-lo, excitá-lo, erotizá-lo, obrigá-lo
a emitir signos etc. Não cabe aqui aprofundar
o sentido desta domesticação, da
qual, pelo visto, ainda nada vimos. Basta
lembrar que daí se depreende mais e
mais como um truísmo: se a forma do
homem, a forma do homem é uma modelagem
histórica complexa e mutante, não
há por que desesperar-se com a exclamação
do filósofo: ’estamos cansados do
homem’. O que o enfastia é o fato de que
o homem se tornou um verme medíocre e
insosso, e que esse apequenamento nivelado
se tornou meta de civilização...
É preciso seguir Nietzsche até o fim,
mesmo e sobretudo quando seus textos
sugerem que o homem aprisionou a vida,
e que é preciso livrar-se do homem para
libertar a vida...
Mas como liberar as forças aprisionadas
sob a carcaça atual do homem? É
uma guerra total, cruel, brutal e sofisticada
ao mesmo tempo, não menos violenta
talvez, do que aquela que deu origem
a essa forma que hoje se quer remover,
e cujo campo de batalha não é
outro se não o próprio corpo do homem,
desde seus genes até os seus gestos,
sua percepção, seus afectos. Nada
está decidido, pois o homem continua
sendo, conforme a definição de Nietzsche,
’o ainda não domado, o eternamente
futuro’. O retrato que Nietzsche nos lega
é também um chamamento: o homem, um
grande experimentador de se mesmo."
(PELBART.2001: 13)
Segundo Edgar Morin (1993), todo organismo
vivo é uma máquina que necessita,
para manter-se vivo, do trinômio matéria/
energia/informação exterior, sem desconsiderar
a utilização de seu patrimônio genético.
Computamos as informações exteriores
para garantirmos nossa sobrevivência.
Toda estrutura do mundo, seja ela uma célula,
um grande organismo vegetal ou animal
funciona como uma máquina computante.
Criamos autonomias e depedências
para nos mantermos vivos. Somos “seresmáquinas”.
O paradigma da “auto-organização” defendido
por Heinz von Foerster e por Henri
Atlan está presente no pensamento de Edgar
Morin. Para von Foerster, um dos fundadores
da cibernética, a criação da máquina artificial,
diferentemente da máquina natural,
não a capacita para auto-organizar seus programas
à medida em que esses são operados.
Máquinas artificiais dependem de constante
programação exterior. Essas máquinas não
são capazes de se auto-gerir ou mesmo de
efetuar algum tipo de pensamento. A imprewww.
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Subjetividade e tecnologia 3
visibilidade do pensamento humano não está
presente nos programas de computadores, o
que os impede de imitar a inteligência humana.
O armazenamento de dados matemáticos
e linguagens computacionais não configura
memória. O computador não tem memória,
tem apenas armazenamento de dados,
ele nunca descreverá suas memórias, conclui
o autor.
É através de noções como a de “seresmáquinas”,
de corpos híbridos, metamodelizados
por múltiplos agenciamentos maquínicos3,
habitantes do encontro virtual das redes,
que buscamos perceber uma possível
composição que organiza os novos modos de
subjetivação e de sociabilidade.
O surgimento das redes telemáticas e da
cultura digital, a criação do ciberespaço, a
proliferação das comunidades virtuais, as
mudanças no mundo do trabalho proporcionadas
pela inserção dos computadores nos
modos de produção e comercialização de
bens e produtos, as próteses eletrônicas utilizadas
na medicina ou mesmo as combinações
da engenharia genética são elementos
que modificam o nosso corpo. Os novos aparelhos
para exames médicos possibilitam ver
o interior do corpo sem cortá-lo; a ultrassonografia,
por exemplo, detalha formato, tamanho
e textura dos órgãos.
Pesquisas como a da Universidade de
Washington, nos Estados Unidos, são de-
3 Guattari denomina maquínico o estrato de sentido
formado por matérias expressivas heterogêneas,
não-linguisticamente formadas, mas ainda assim de
natureza semiótica. Substâncias de expressão heterogêneas
como as codificações biológicas ou as formas
de organização própria ao socius – como aquelas derivadas
de instituições como a família ou a escola –
atravessam, transversalmente, os domínios de sentido
propriamente linguísticos. A esse respeito, cf. Caosmose,
p.35-38.
senvolvidas, desde o início de 1998, com
o objetivo de criar procedimentos cirúrgicos
através de realidade virtual. A universidade
de Simom Fraser, em Burbanaby, no
Canadá, também pesquisa cirurgias em ambientes
virtuais. Na California, Estados Unidos,
a Computer Motion, empresa que desenvolve
braços robóticos, desenvolveu o robô
Zeus. Com três braços, ele auxilia e melhora
a operação médica. Dados como estes indicam
que o corpo humano está passando por
transformações, seja na sua relação com as
máquinas, seja na sua inter-relação com o
outro mediada pelas tecnologias. Para André
Lemos
Vivemos hoje, sem dúvida, um processo
de conversão do mundo em dados binários.
A artificialização avança com o digital,
atravessando todos os aspectos da
cultura comtemporânea. É neste contexto
que pode surgir o discurso sobre
os cyborgs. Embora seja fruto de processos
ancestrais da simbiose homemtécnica,
o cyborg só pode existir num
mundo traduzido em bits. Não é a toa que
o corpo passa a ser uma superfície de escrita
de vários ‘textos’; um grande hipertexto,
desaparecendo enquanto corpo natural
(processo de hiper-exteriorização
com prótese, nanotecnologia, vacinas; e
hiper-interiorização - construção de subjetividade).
(LEMOS. 1998: 54)
Tal como escreve André Lemos, os
processos de hiper-exteriorização e hiperinteriorização,
por sua vez, adquirem força
na aproximação entre o corpo físico natural
e as máquinas tecnológicas. A hiperexteriorização
ganha um relevo considerável
na modelização informática do corpo.
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4 Carlos Camargos Mendonça
As tecnologias não inauguram simplesmente
um corpo imaginário, desejado, elas nos proporcionam
um corpo até então não imaginado:
o cibercorpo.
Para o artista australiano Stelarc, estamos
estendendo as capacidades do corpo com o
uso das tecnologias. Em suas performances,
o artista utiliza a combinação de próteses e
de estímulos nervosos a partir de corrente
elétrica sobre seu corpo, buscando uma imbricação
entre movimentos voluntários, involuntários
e programados. “O corpo não
como sujeito, mas como um objeto – não um
objeto de desejo, mas um objeto de projeto.”
(STELARC.1997:55)
A biotecnologia está nos dando novas dimensões
da interioridade e da exterioridade
do corpo físico natural. O corpo adquire uma
nova espessura, no ciberespaço ele se torna
híbrido, misturando os componentes do humano
e da máquina. Paul Virilio dedica um
capítulo de seu livro A Arte do Motor à discussão
da relação entre os novos dispositivos
tecnológicos e o corpo físico natural. Partindo
do super-homem nietzscheano e chegando
até o superexcitado Stelarc, Virilio
analisa o que ele denomina “intra-estrutura”,
istó é, a inseminação do corpo físico humano
pelas biotecnologias, possibilitada pelo desenvolvimento
da nanotecnologia.
Paul Virilio comenta que a nanotecnologia
está propiciando uma colonização do corpo,
produzindo até mesmo uma invasão microfísica
do corpo e surgindo assim como último
recurso, ou recurso de ponta, para domesticar
o homem. Segundo ele, houve uma modificação
no espaço ocupado pelas tecnologias
de ponta, que deixou de ser o universo
sem fronteiras do ambiente planetário para
ocupar nossos órgãos. “A perda, ou mais
exatamente, o declínio exclusivo da ausência
de intervalo das teletecnologias do tempo
real resulta inevitavelmente na intrusão intraorgânica
da técnica e de suas micromáquinas
no seio do que vive.”(VIRILIO.1996:92)
O “corpo-próprio” sofre o ataque da biotecnologia
– que agora é capaz de povoar
as entranhas do sujeito. As novas técnicas
suplantam revoluções como a industrial e a
provocada pela transmissão imediata de informação
pelos meios de comunicação de
massa. A revolução de agora é a dos transplantes,
que têm em si o poder de povoar o
corpo vital com técnicas estimulantes, afirma
Virilio.
Se durante toda a sua história a técnica
se desenvolveu no sentido do corpo geofísico,
agora ela caminha na direção do corpo
físico, excitando-o e estimulando-o ao máximo
como forma de compensação diante da
inércia a que está condenado pelas modernas
formas urbanas de vida:
Não se pode descrever melhor o estado
dos lugares de nossa pós-modernidade
onde os superexcitantes são prolongamentos
de uma sedentaridade metropolitana
em vias de generalização acelerada,
notadamente graças a essa teleação
que substitui doravante a ação imediata...
A inércia, a passividade do homem
pós-moderno exige um acréscimo
de excitação, não somente através das
práticas esportivas abertamente desnaturalizadas,
mas também no caso de atividades
cotidianas em que a emancipação
corporal devida às técnicas da teleação
em tempo real liquida as necessidades
tanto de vigor quanto de esforço
muscular. (VIRILIO.1996:93)
As mudanças que hoje atingem o corpo
vão muito para além das transformações prowww.
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Subjetividade e tecnologia 5
porcionadas pela cirurgia plástica. Um novo
projeto de corpo redimensiona o velho modelo
de carne e osso para colocá-lo mais próximo
da hibridação homem-máquina. Um
novo tecido cobre a pele, desnudada e penetrada
por aparelhos bio-tecnológicos: “O
corpo hoje pode ser construído, apagado,
restaurado. Já não há mais verdade no
corpo”, afirma o artista multimídia e professor
da The School of the Art Institute of
Chicago (EUA) Eduardo Kac, em entrevistas
ao Jornal Folha de São Paulo na abertura
da exposição “Arte Suporte Computador”, na
Casa das Rosas, em São Paulo, no dia 11 de
fevereiro de 1997.
Às 21h30 daquele dia, em uma maca, Kac
tomou uma anestesia local para fazer uma
incisão com bisturi no tornozelo esquerdo e
implantou ali um chip como parte da obra
Time Capsule. O chip, que ficará no corpo do
artista para sempre, tem o tamanho de 15mm
x 2 mm e trazia um número aleatório que poderia
ser decodificado: 026109532. A operação
foi transmitida ao vivo pela TV Cultura
de São Paulo e pela internet. Para o artista, o
implante fazia parte de um trabalho de arte e
não foi apenas uma cirurgia.
Em outros trabalhos seus, como o Ornitorrinco,
por exemplo, um robô pode ser operado
a distância e em tempo real via internet.
Desse modo, o espectador pode explorar, à
distância, o espaço no qual o robô está.
Os elementos imateriais são mais adequados
para o meu trabalho: luz, lugares
remotos e diferentes zonas temporais,
conversações orais, videoconferências,
navegação robótica, multiplicidade
dos espaços virtuais, sincronicidade, interação
humano/máquina, interação animal
e planta, interação humana e animal
mediada por telerrobôs, e transmissão,
recepção e troca de informações digitais.
(KAC.1997:322)
Por meio dessa estranha interação entre as
máquinas e os seres vivos (animais e humanos)
as obras de Kac colocam em coexistência
elementos do espaço virtual e do real
na busca de expandir o corpo físico natural
através do espaço eletrônico e das diferentes
formas de tele-ação. Um corpo feito feito
de perceptos e afetos mutantes4. A título de
ilustração sobre os perceptos e afetos mutantes,
desencadeados pelas hibridações entre
os corpos e as máquinas, podemos nos lembrar
do filme Matrix. Nessa obra, a vida é
uma ilusão produzida por dispositivos tecnológicos
operados por um grupo de inteligências
artificiais que se rebelou contra os humanos.
No ciberespaço foi criada uma reprodução
do mundo físico natural e os humanos
são usados, sem saber, como fonte de energia
para as máquinas. Aqueles que conseguiram
se libertar - ou se desconectar, como dizem
eles - usam a grande rede para fazer a passagem
de seu mundo físico para o mundo possível
(segundo a caracterização de Eco para
a ficção científica5) representado pelas redes.
Quando se servem desse processo, uma to-
4 Segundo Deleuze e Guattari, perceptos e afetos
são seres de sensação que transbordam o vivido e a
própria percepção, e se conservam nos diferentes materiais
da arte. Enquanto o percepto é aquilo que nos
arranca das percepções vividas, o afeto é aquilo que
nos revela os devires não-humanos do homem. Cf.
Deleuze, Guattari. O que é filosofia? p. 216-217
5 Para Eco, a metatopia ou metacronia é denominação
mais apropriada para a ficção científica. Esse
tipo de narração remete, imediatamente, a uma visão
de tempo futuro: "Metatopia ou Metacronia: as épocas
retratadas nas obras representam um tempo futuro
que, por mais diverso que seja do real, é possível
e verossímil porque as transformações a que foi
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6 Carlos Camargos Mendonça
mada cheia de microsoftwares implantada na
nuca permite a conexão do corpo com a rede
informática chamada Matrix. Nessa rede, o
corpo pode adquirir qualquer forma ou função,
ser construído ou reconstruído quantas
vezes for necessário, desde que não sofra nenhuma
ação letal. O corpo de quem não se
libertou da grande rede está preso em cápsulas,
apenas a mente trabalha estimulada pela
ilusão de que está tendo uma vida comum.
Identificamos aí um tipo de Corpo sem Órgãos
(CsO).
Deleuze e Guattari definem o Corpo sem
Órgãos - CsO, do seguinte modo:
Um CsO é feito de tal maneira que ele só
pode ser ocupado, povoado por intensidades.
Somente as intensidades passam
e circulam. Mas o CsO não é uma cena,
um lugar, nem mesmo um suporte onde
aconteceria algo. Nada a ver com um
fantasma, nada a interpretar. O CsO faz
passar intensidades, ele as produz e as
distribui num spatium ele mesmo intensivo,
não extenso. Ele não é espaço e nem
está no espaço, é matéria que ocupará o
espaço em tal ou qual grau – grau que
corresponde às intensidades produzidas.
Ele é a matéria intensa e não formada,
não estratificada, a matriz intensiva, a
intensidade = 0, mas nada há de negativo
neste zero, não existem intensidades
negativas nem contrárias. (DELEUZE e
GUATTARI.1996:13)
O CsO é uma experimentação inevitável,
que põe em contato o corpus e o socius concedendo
aos órgãos uma outra função, modificando
sua função natural, permitindo ver
submetido nada mais fazem do que complementar as
linhas de tendência do mundo real." (ECO.1989:168)
com a pele ou sentir com os olhos, tal como
fizeram em diferentes ocasiões, em suas experimentações
literárias, criadores como Artaud,
William Burroughs, Carlos Castañeda
e Henry Miller. Para Deleuze,
do mesmo modo como o mecânico supõe
uma máquina social, o próprio organismo
supõe um corpo sem órgãos,
definido por suas linhas, seus eixos e
seus gradientes, todo um funcionamento
maquínico distinto das funções orgânicas
sociais tanto quanto das relações mecânicas.
(DELEUZE. 1998.p.122)
Atualmente, modificações profundas
emergem dos novos modos de relação
humana, não só com referência aos corpos
que habitam o ciberespaço, mas também no
que diz respeito ao cotidiano, nas interações
simples do dia a dia. As ingerências das
mutações tecno-científicas nas sociedades
complexas desse fim de século reconfiguram
a ecologia social. Guattari afirma que a
ecologia do virtual se faz tão necessária
ao mundo de hoje quanto a ecologia do
mundo natural e humano. Segundo ele, as
artes nos servem como ricos instrumentos
e como paradigmas de referência para
as novas práticas sociais. A ecologia do
virtual, aliada à ecologia do mundo natural e
humano, produzirá a ecologia geral ou, nos
termos do autor, a ecosofia, que
agirá como ciência do ecossistema, como
objeto de regeneração política mas também
como engajamento ético, estético,
analítico, na iminência de criar novos
sistemas de valorização, um novo gosto
pela vida, uma nova suavidade entre os
sexos, as faixas etárias, as etnias, as raças...
(GUATTARI.1993a:116)
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Subjetividade e tecnologia 7
Quando levamos em conta os perceptos e
afetos mutantes, produzidos na conformação
do cibercorpo - com suas infinitas interfaces
que se desdobram em interioridade e
exterioridade - percebemos os agenciamentos
hipercomplexos que compõem o corpo
meio-objeto meio-sujeito a que estamos nos
referindo. Nesse corpo, modificado pela tecnologia
não só no seu aspecto físico, mas
também na sua estrutura psico-social, os velhos
órgãos se expandem e se retraem para
produzirem novos movimentos e estímulos
que configuram uma subjetividade que aproxima
o humano e as máquinas.
Deleuze e Guattari nos apresentam uma
pequena procissão de corpos: o corpo hipocondríaco,
o corpo paranóico, o corpo esquizo,
o corpo drogado e o corpo masoquista.
Tomemos como referência, nesse
momento, o corpo drogado. A personalidade
fendida com a droga passa a desenvolver
um modo diferenciado de ser. Novos
objetos são apreendidos por esse sujeito
em seu território existencial, com uma diferença:
entradas existenciais adquirem um caráter
desigual, algumas se tornam mais importantes
que as outras. Esse processo imprime,
em uma primeira visão, uma desterritorialização
dos modos de subjetivação existentes,
mas acaba por construir uma reterritorialização
conservadora no território existencial.
O usuário do ecstasy, por exemplo,
busca eternamente recuperar o shoom (sensação
de bem estar) da fase inicial de uso
da droga. Sem sucesso, desenvolve algumas
patologias como a depressão crônica, dependência
psíquica e uma dificuldade em lidar
com o mundo real, que nem sempre é tão
divertido como uma pista de dança de uma
rave.
A crescente produção de materiais informáticos,
de linguagens, de produtos informacionais,
de novos dispositivos eletrônicos
– como as copiadoras com dados armazenados
em chips ou as câmeras de vídeo produzidos
com periféricos de computadores – encurta
as distâncias espaço-temporais e alarga
nossas representações. O corpo desdobrase
em características hipertextuais e rizomáticas,
extrapola o universo traduzido em
bits para regalar-se em experiêncas estéticas,
sensoriais, cognitivas e conceituais que
o desterritorializam numa escala até então
desconhecida.
Maffesoli (1996) afirma que, na perspectiva
de uma estética ampliada, há uma erótica
dos corpos, ou seja, eles funcionam como fatores
de união e de criação de comunidades.
Se podemos afirmar que estamos frente ao
estabelecimento de alguns pressupostos que
apontam para a constituição das comunidades
virtuais, como então desprezar uma aproximação
entre os cibercorpos?
Concordar com as afirmativas que declinam
um vasto repertório sobre o caráter narcotizante
que as experiências mediadas pela
tecnologia apresentam, significa desprezar
que há um entrelaçamento ou uma apropriação
da forma técnica pelo laço social. E
a essa apropriação os cibercorpos não escapam.
Os planos da alteridade não serão desprezados
pelos corpos construídos ou estendidos
pelas tecnologias. Quando em um chat
−− fóruns on line que funcionam em tempo
real −−, o sujeito muda seus componentes
identitários, ele produz um corpo ilusório,
não somente para si mesmo, mas para estabelecer
um contato com o outro. Sobre o
motivo dessa escolha que permite jogar com
a aparência poderíamos escrever um sem núwww.
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8 Carlos Camargos Mendonça
mero de artigos, o que não é nosso objetivo.
O que queremos dizer é que nesse modo de
tele-presença, em que a voz é ainda muito
pouco usada, a ilusão do corpo, nos termos
de Maffesoli, constitui um forte elemento
para a sedimentação de relações.
Partindo das conversas on line e chegando
até as experiências de Kac e do superexcitado
Stelarc, que interferem sobre o próprio
corpo para criarem suas performances artísticas,
ainda aí não podemos dizer de uma
atitude solitária, individualista. A opção da
intervenção sobre o corpo é individual, não
resta dúvida, mas a atitude aí produzida tem
efeitos coletivos. Maffesoli, a partir de Nietzsche,
ao comentar a transposição da arte
para o cotidiano, afirma que o homem “é produto
da estética, ele é participante de um ‘genius’
coletivo que o ultrapassa de longe. É
tomado pelas formas, como um banho matricial
que o modela e faz dele o que ele é.”
(MAFFESOLI.1996:150)
É importante relembrar aqui que Maffesoli
confere ao termo estética um sentido
amplo, um sentido de agregação que constitui
as relações sociais a maneira de uma
pulsão. A própria atitude, seja ela produzida
no ciberespaço ou sobre o corpo físico, não
é o sintoma de uma subjetividade narcísica
e solipsista, mas, paradoxalmente, signo
de um narcisismo de grupo, nos termos de
Maffesoli. Parafraseando o autor, como
nos rituais de algumas sociedades da Idade
Média, o sujeito está oferecendo sua carne
em partilha, não para uma colonização, mas
para uma exaltação coletiva do corpo, seja
na sua hibridização com as máquinas, seja
quando afetado à distância.
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Perguntas Frequentes Sobres Tecnologia de Maquina Virtual

Perguntas Freqüentes sobre Tecnologia de Máquina Virtual
Publicado em: 15/03/2006

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P.
O que é a tecnologia de máquina virtual?

R. A tecnologia de máquina virtual permite que sistemas operacionais múltiplos sejam executados ao mesmo tempo em um único computador. Ela se aplica tanto ao hardware do servidor quanto ao hardware cliente. O Microsoft Virtual PC e o Microsoft Virtual Server 2005 permitem que um ou mais sistemas operacionais baseados no x86 sejam executados no mesmo sistema do computador. O Virtual PC for Mac permite que um ou mais sistemas operacionais diferentes sejam executados no sistema operacional do Macintosh para que os usuários possam executar um sistema operacional Microsoft Windows e uma aplicação baseada no Windows em um computador Macintosh.

P.
Para que serve a tecnologia de máquina virtual?

R. A tecnologia de máquina virtual serve para uma variedade de propósitos. Ela permite a consolidação do hardware, um sistema de recuperação simplificada, e a re-hospedagem de aplicações anteriores já que sistemas operacionais múltiplos podem ser executados em um único computador. Uma aplicação importante para a tecnologia de máquina virtual é a integração entre plataformas. Outras aplicações importantes são:
• Consolidação do servidor.Ser diversos computadores de servidor executam aplicações que consomem apenas uma fração dos recursos disponíveis, é possível usar a tecnologia da máquina virtual para permitir que as aplicações sejam executadas lado a lado em um único computador de servidor, mesmo que elas exijam versões diferentes do sistema operacional ou do middleware.
• Automação e consolidação dos ambientes de teste e desenvolvimento.Cada máquinas virtual funciona como um ambiente separado. Desta forma, os riscos são reduzidos e os desenvolvedores podem recriar rapidamente diferentes configurações de sistemas operacionais ou comparar versões de aplicações projetadas para sistemas operacionais diferentes. Além disso, um desenvolvedor pode ainda testar versões de uma aplicação nos seus primeiros estágios de desenvolvimento em uma máquina virtual sem desestabilizar o sistema para outros usuários.
• Re-hospedagem de versões anteriores de aplicações.É possível executar versões anteriores de sistemas operacionais e aplicações em um novo hardware junto com versões mais recentes destes sistemas operacionais e aplicações.
• Simplificação dos ambientes de recuperação do sistema.É possível usar as soluções de Virtualização como parte de um plano de recuperação de sistemas que exija flexibilidade e portabilidade entre plataformas de hardware.
• Demonstrações de software.Com a tecnologia de máquina virtual, é possível recriar rapidamente um novo ambiente de sistema operacional ou configuração do sistema.


P.
O que é o Virtual Server 2005?

R. O Virtual Server 2005 é a tecnologia de Virtualização mais eficaz em termos de custo, projetada para o Windows Server System. Como parte fundamental de qualquer estratégia de consolidação do servidor, o Virtual Server aumenta a utilização do hardware e permite que as organizações configurem e implantem rapidamente novos servidores. O lançamento atual é o Virtual Server 2005 R2, que possui recursos importantes que suportam a alta disponibilidade da máquina virtual, a hospedagem de x64, e o desempenho aprimorado.

P.
Quais as diferenças entre o Virtual PC e o Virtual Server?

R. O Microsoft Virtual PC 2004 é uma solução de máquina virtual para sistemas operacionais em estações de trabalho. O Microsoft Virtual Server 2005 é uma solução para sistemas operacionais em servidores. Apesar do Virtual PC e Virtual Server possuírem muitos recursos em comum, eles foram projetados para propósitos diferentes e por isso alguns de seus recursos são bastante diferentes. Para uma explicação mais detalhada das diferenças entre o Virtual PC e o Virtual Server e uma discussão acerca dos diversos cenários para um ou outro, faça o download do Informe Oficial sobre Virtualização na página de Downloads de Documentos sobre Licenciamento por Volume.

P.
O que é preciso saber sobre o licenciamento em um ambiente de máquina virtual?

R. Para informações sobre o licenciamento em um ambiente de máquina virtual, faça o download do documento sobre licenciamento Licenciando o Microsoft Windows Server e outros Softwares de Servidores Microsoft para o Microsoft Virtual Server 2005 ou Outros Ambientes de Máquina Virtual(arquivo Microsoft Word, 145 KB).

P.
Posso transferir uma licença do Microsoft Windows Server de um OEM (original equipment manufacturer - fabricante de equipamentos originais) para uma máquina virtual em outra máquina virtual? Como esta situação é tratada?

R. Você não pode transferir licenças de servidor de OEMs da máquina original para uma máquina diferente. Qualquer licença do Microsoft Windows Server que for pré-instalada em um novo computador por um OEM ou que tenha sido adquirida através de qualquer programa de Licenciamento por Volume da Microsoft está vinculada ao computador no qual o software licenciado foi instalado. Isto se aplica à cópia inicial que é instalada no computador e a toda e qualquer cópia licenciada para ser executada com um software de máquina virtual.
No entanto, se você tiver inscrito esta licença pelo contrato de Licenciamento por Volume da Microsoft e tiver adquirido o Software Assurance para esta licença pré-instalada dentro de 90 dias após a compra original, você terá alguns benefícios, incluindo uma nova designação para licença associada com o programa de Licença por Volume. Você poderá, então, transferir aquela licença de um computador para outro, incluindo para uma máquina virtual.

P.
Quantas licenças do Windows Server são necessárias para minhas máquinas virtuais?

R. Cada cópia instalada de um sistema operacional de servidor do Windows deve ser licenciada separadamente. Por exemplo, se você estiver instalando quatro máquinas virtuais no Virtual Server 2005 para a execução de uma instância do Microsoft Windows 2000 Server e três instâncias do Microsoft Windows NT Server 4.0 ao mesmo tempo, então você precisará de uma licença do Windows 2000 Server e três licenças do Windows NT Server 4.0. Estas licenças são adicionais à licença de hospedagem do Microsoft Windows Server 2003 executado no Virtual Server 2005. Você deve ter ou adquirir licenças do Windows Server para o número máximo de cópias de software que serão instaladas ou executadas.
Com o sistema operacional do Microsoft Windows Server 2003, Enterprise Edition, você terá direitos sobre as quatro máquinas virtuais sob uma única licença física. Neste caso, se você estiver instalando quatro máquinas virtuais no Virtual Server 2005 para executaram ao mesmo tempo uma instâncias do Windows 2000 Server e três instâncias do Windows NT Server 4.0, você precisará adquirir apenas uma licença do Windows Server 2003, Enterprise Edition, como host.

P.
Quais são os requisitos da CAL (Client Access License - Licença de Acesso do Cliente) para máquinas virtuais?

R. Uma CAL do Windows Server 2003 CAL é exigida para cada usuário ou dispositivo que acesse a máquina virtual enquanto ela é executada no sistema operacional do host (Windows Server 2003).

P.
A execução do Windows NT em uma máquina virtual significa que a Microsoft está ampliando o suporte para o produto?

R. Não. Você pode se beneficiar da transferência de aplicações de um hardware físico para máquinas virtuais. No entanto, a execução destas aplicações em um ambiente virtual não amplia seus ciclos de vida de suporte. Para mais informações sobre a duração dos ciclos de vida de suporte, visite a página do Ciclo de Vida do Suporte Microsoft.

P.
Quantas máquinas Virtuais podem ser executadas por processador?

R. O número de máquinas virtuais que pode ser executado por host depende de diversos aspectos, incluindo memória física, processador, e carga de trabalho em execução no guest. Com o Virtual Server 2005, você pode definir a quantidade de memória disponível para uma máquina virtual. A alocação da memória pode ser alterada para refletir as necessidades da máquina virtual. Para mais informações, leia o Informe Oficial da Visão Geral Técnica do Virtual Server 2005.

P.
A Microsoft oferece uma ferramenta de conversão de máquinas física – para – máquina virtual (P2V)?

R. Sim. Você pode fazer o download da ferramenta na página Microsoft Virtual Server 2005 Migration Toolkit.

P.
Posso usar a tecnologia de máquinas virtual junto com uma SAN (storage area network - rede de área de armazenamento)?

R. O Virtual Hard Disks (VHD) pode ser armazenado em uma SAN. Um sistema operacional do host visualiza um volume SAN como um volume local. Portanto, não é necessária uma configuração específica para utilizar o Virtual Server 2005 com uma SAN. Para mais informações, faça uma busca por "SAN" no Guia do Administrador do Virtual Server. O Virtual Server 2005 R2 agora pode fazer o cluster de hosts do Virtual Server baseado no armazenamento compartilhado, o que inclui arquiteturas de SAN.

P.
Se o Windows Server 2003, Enterprise Edition, for usado como o ambiente host, terei direito a quatro licenças virtuais? E se o host for o VMWare?

R. O licenciamento não depende da tecnologia de virtualização que está sendo usada. Com uma licença para o Windows Server 2003 R2, Enterprise Edition, é possível executar uma instâncias do software em um ambiente de sistema operacional físico e até quatro instâncias em ambientes de sistema operacional virtual. Com o VMWare GSX Server, significa que você pode executar uma instância física mais quatro instâncias virtuais. Com o VMWare ESX Server, significa que você pode executar quatro instâncias virtuais porque não há necessidade para uma instância física.

P.
Uma organização pode transferir licenças já existentes para o Windows Server 2003, Enterprise Edition, para desfrutar dos mesmos direitos para ambientes virtuais adicionais? Por exemplo, é possível transferir cinco licenças existentes para o Windows Server 2003, Enterprise Edition, para garantir o direito de execução de 20 ambientes de sistemas operacionais virtuais?

R. Se a organização tiver o Software Assurance, ela pode fazer a atualização de suas licenças do Windows Server 2003, Enterprise Edition, para licenças do Windows Server 2003 R2, Enterprise Edition. Se ela tiver Software Assurance, ela pode adquirir “step-ups”, permitindo que elas transfiram suas licenças do Windows Server 2003, Standard Edition, para o Windows Server 2003, Enterprise Edition (e depois para o Windows Server 2003 R2, Enterprise Edition). As Licenças por Volume podem ser designadas novamente a cada 90 dias, de um servidor físico para outro. As licenças de OEMs não podem ser designadas novamente.

P.
Com o Microsoft SQL Server em um cenário de failover ativo ou passive, uma organização possui duas máquinas virtuais, com um processador virtual em cada. Apenas uma máquina virtual está em execução ou ativa (um processador); a segunda máquina virtual está desativada ou inativa (um processador) e é usada apenas como backup. A organização deve adquirir apenas uma licença de produto do SQL e usar os direitos de ativo ou passivo para a segunda instalação? Esta regra pode ser aplicada a um ambiente virtual?

R. Uma máquina virtual inativa não precisa de uma licença separada para nenhum dos produtos de servidor Microsoft. Se uma organização cria uma máquina virtual e esta máquina não está em execução, então a organização não precisa de uma licença separada para o software naquela máquina virtual. Com o aprimoramento da “licença por instância executada", uma licença permite que a organização crie qualquer número de instâncias ou de backups de software. Por exemplo, se a organização tiver uma licença para o Windows Server, então ela pode criar qualquer número de instâncias ou cópias de backup do Windows Server.
O SQL Server, especificamente, tem a exceção do "failover passivo"; uma organização pode executar uma segunda instância do SQL Server. No entanto, esta instância deve ser passiva e não ativa. A organização pode executar aquela instância em um máquina virtual no mesmo servidor ou em uma máquina virtual em outro servidor. Por exemplo, se a organização tiver uma máquina virtual executando o SQL Server no Servidor A, ela pode criar uma instância passiva do SQL Server em uma máquina virtual no Servidor B. Tanto a máquina virtual no Servidor A quanto máquina virtual no Servidor B estão em execução. No entanto, a instância do SQL Server no Servidor B deve ser passiva. ("Passiva", no sentido de "failover passivo", isto é, uma instância em execução que não está trabalhando).

P.
R.

Ética e Tecnologia

Ética e Tecnologia Dr. José Liberado Ferreira Caboclo

A tecnologia invadiu as três atividades humanas fundamentais conforme a sistematização de Hannah Arendt. Labor, trabalho e ação foram completamente modificados no último século, a tal ponto que até a mais privada de todas as atividades humanas, o labor, tornou-se pública.

Se em outro tempo se poderia dizer que a condição humana do labor é a própria vida, ou seja, o processo biológico do corpo humano cujo desenvolvimento e declínio dependem da satisfação das atividades básicas atendidas pela atividade laborativa, hoje, este processo elementar já tem uma dependência íntima com o conhecimento tecnológico.

O homem mais humilde, desprovido de ambição do acúmulo de riqueza, vivendo numa sociedade razoavelmente organizada já não mais consegue cumprir apenas a sua atividade laborativa. As leis e diretrizes sociais obrigam-no a compromissos que o excedente da sua atividade laborativa não atenderá. A sua alimentação, que ele mesmo produz por meio de uma agricultura primitiva, talvez não consiga atingir um valor no mercado, de tal forma que, o excedente sendo vendido, não será suficiente para que ele pague as taxas e impostos da "sua propriedade". Até mesmo a água que ele bebe, seja de um poço, ou de um sistema de captação e distribuição, sofre um controle tecnológico. A sua composição deve ser avaliada por uma instituição tecnicamente competente. A quantidade de micróbios desta água tem de estar dentro de um limite aceitável. Ele pode até ser obrigado a se mudar do lugar que escolhera para viver, se os controladores do meio ambiente concluírem que o ar por ele respirado tem uma concentração muito alta de dióxido de carbono. O destino dos seus dejetos não mais lhe cabe decidir. Eles terão de ser encaminhados a um sistema adequado de drenagem e terminarão numa usina de compostagem, onde se transformarão em fertilizante biodegradável. No seu isolamento, sequer uma atitude estóica, de convivia com a dor, lhe é permitida. A dor, reflexo de uma enfermidade de causa desconhecida, implicará numa investigação profunda, para que se afaste o perigo de eclosão de uma endemia. Ele será radiografado, tomografado, sonorizado e ressonorizado magneticamente. Todos os líquidos do seu corpo serão cientificamente caracterizados. Ele poderá, ao fim de todos esses exames, ser geneticamente aconselhado a não ter filhos. A sua capacidade de reproduzir foi cerceada tecnicamente. Talvez ele possa até ter filhos, desde que a sua mulher faça um exame especial para afastar a possibilidade de uma segregação perigosa de gens. A tecnologia permite que ele "escolha adequadamente o seu objeto ideal. Melhor que os seus sentimentos".

Viver simplesmente a vida passou a ter um custo que a simples atividade laborativa não consegue atender. Em toda a história da humanidade, nenhum ditador, nenhum império exerceu um tamanho domínio sobre o homem. Não mais existe a possibilidade de se viver em contato com a natureza sem a pretensão de dela não se apropriar.

A ética do desenvolvimento tecnológico se fundamenta numa existência mais longa e mais prazeirosa. O prazer, no entanto, jamais é atingido numa atitude passivo. A tecnologia imposta, num sistema de acumulação de riqueza, perde seu significado ético, porque, de modo contraditório, gera um sofrimento infrene. O desenvolvimento tecnológico industrial nada tem a ver com um índio, que um dia à beira de um, rio, observando o seu curso, percebe que as escamas do peixe brilham sob a luz solar. Aprende a pescá-lo com a mão e corre para a sua taba, carregado de piramutabas. E difunde para toda a sua tribo a sua descoberta, além de com eles compartilhar o incremento da produtividade decorrente do progresso tecnológico. Singelamente aquele indígena definiu a subordinação da técnica ao modo de produção, o caráter ético, a função social e a apropriação social do progresso técnico.

A perda quase total de significação da atividade laborativa é um dos fatores principais de nossa desagregação social. A migração das populações rurais e a prostituição feminina decorrem da extinção da chamada economia de subsistência.

Os migrantes para os centros urbanos vão contrair sócios na sua atividade laborativa (empregada domestica), que lhes permite viver sem evoluir para um trabalho que não existe ou para o qual não têm competência ou, pelo menos, competitividade. Em outras situações mascaram uma atividade laborativa, como se fosse um trabalho, posto que vendem sua força por um preço inferior ao custo e custeio da máquina (servente de pedreiro).

Finalmente, promovem a ausência de dor por falta de afeto, perspectiva de felicidade, dentro da existência privada do indivíduo isolado do mundo (prostituição).

Na esfera do trabalho, o avanço tecnológico melhorou a qualidade de vida na medida em que diminuiu a dor corporal, reduziu a utilização da força física e com isto absorveu maiores contingentes humanos, facilitou o aprendizado, aproximou o homem a distancia e reduziu as especulações exotéricas. No entanto, a tecnologia deu ensejo a emoções negativas, excluiu humanos não competitivos, diminuiu a criatividade humana, distanciou os homens na sua proximidade e aumentou o misticismo não religioso. Mas muitas vezes se confundem as distorções trazidas pela tecnologia com as incorreções de governos não democráticos. Há que se distinguir a origem das imperfeições.

Negar a aquisição de tecnologia a uma sociedade, seu domínio e sua implementação, é condená-la a um estado de submissão e de empobrecimento inexorável. Dominar uma tecnologia nada tem a ver com a
sua aplicação imediata, sem se considerar outros fatores condicionantes. O domínio tecnológico envolve investimentos em pesquisa.

Em qualquer nação organizada, este investimento deve ser feito sob o controle da sociedade. Esta é uma atitude ética. É uma interpretação errônea presumir que a liberdade criativa deva ser assegurada para que a pesquisa possa se desenvolver mais plenamente. Não se pode de modo algum submeter a vontade coletiva aos desejos individuais. O que parece ser uma posição liberal, na realidade, transforma-se numa típica atitude nazista. Nada justifica uma atitude procrastinatória em relação à aquisição de tecnologia. Não existe limite para o investimento.O que se deve limitar é a abrangência da aplicação do avanço tecnológico. O acesso ao progresso tecnológico deve ser eticamente estabelecido por parâmetros de prioridade. Infelizmente a não-fixação de limites de demanda impede a investigação vertical. Uns poucos são contemplados a curto prazo. A médio e longo prazo todos perdem. Teme-se enfrentar uma realidade indesejável, não tanto pela sua inexorabilidade, mais muito mais por atitude de onipotência, elaborada como se fosse uma posição idealista. Procura-se uma explicação conjuntural para a impossibilidade e se perde tempo e energia num preciosismo ridículo. Pesquisa não se faz num só projeto, nem muito menos numa só geração. A pesquisa deve ser uma atividade continua, não condicionada a verbas flutuantes, nem muito menos dependente de paixões pessoais.

Numa sociedade heterogênea, em que diferentes segmentos se encontram em fases assincrônicas de desenvolvimento, deve-se fugir da atitude escapista que postule a satisfação prioritária das necessidades básicas antes de "se aventurar" em projetos mais avançados. Se existe alguma aventura, é a teimosia em se querer negar que muito da defasagem no desenvolvimento se deve justamente à submissão tecnológica. E mais, é querer negar que o avanço tecnológico pressupõe a simplificação dos modelos, tornando-os mais acessíveis às comunidades mais atrasadas.

Um programa nuclear deve ser pesquisado com obstinação. Se não existem recursos para a montagem de uma usina termonuclear, que se construa um pequeno reator até mesmo para finalidade didática, de tal forma que os cientistas do pais possam apreender a evolução dos conhecimentos. O mesmo deve ocorrer em todas as áreas do desenvolvimento tecnológico: fibra ótica, supercondutores, biotecnologia, químico-farmacêutica.

O não-desenvolvimento tecnológico é antiético, na medida em que torna uma sociedade definitivamente subordinada aos interesses imperialistas de outras nações. Não se pode mais aceitar velhas teses da harmonia de objetivos, que é a característica básica da economia clássica. Mesmo os liberais admitiram a existência de um único objetivo, como se houvesse uma mão invisível a produzir a harmonia dos vários interesses. De modo diferente, Marx encarou a realidade do conflito e anteviu a hipotética ficção da harmonia. A sociedade pós-moderna tem mostrado uma característica não prevista. Os segmentos mais privilegiados assumiram uma atitude de conformismo ante a evolução tecnológica, de tal forma como se dissesse - vamos para a festa, assim já está bom. Este neoconservadorismo é designado por apelidos notáveis - preservação do planeta, conservação ambiental, respeito aos códigos morais e religiosos. Chega-se mesmo a se contar como atos heréticos certas práticas da engenharia genética. Não é ético limitar o conhecimento humano. Mais uma vez cabe à sociedade disciplinar seu uso.

Durante muito tempo a cultura ocidental judaico-cristã aceitou o postulado platônico da criatividade humana, segundo o qual toda invenção é um ato do pensamento. E o pensamento é um atributo de Deus, que é um ser infinito pensante, completaria Spinoza. A velha tese Aristotélica de que a criatividade humana decorre apenas e tão-somente de um sem número de percepções que modulam o pensamento foi rejeitada pelos ideólogos das religiões cristãs. Muito antes da descoberta do inconsciente, Agostinho e Nicolaus de Cosa entenderam que o trabalho criativo está intimamente relacionado à capacidade emocional do amor e da paixão. É dentro desta concepção que se pode admitir uma perfeita conciliação ética entre o avanço tecnológico e a harmonia da sociedade. Não se trata de se exigir uma homogeneização da sociedade, graças à adoção de políticas que incluam a potencialidade de todos. Esta pseudovisão marxista levaria fatalmente a sociedade a uma estagnação e submissão irreversíveis. Cumpre antes ensejar o desenvolvimento tecnológico e delimitar a sua implementação aos segmentos cujo estágio cultural de desenvolvimento o permita. A tabuada deve conviver com o supercomputador, o míssil com o estilingue, o transplante com a pajelança, a máquina de lavar roupa com a tina da beira do rio, o alimento congelado com o feijão da panela de barro preparado no velho fogão de lenha. A atitude ética que permite a fusão destas realidades é a educação.

A imposição de uma tecnologia a uma sociedade que não teve uma educação adequada para recebê-la tem provocado os maiores desastres para a humanidade. Levaram, por exemplo, jovens a matarem milhões de míseros camponeses asiáticos, na presunção de que eles representavam uma grande ameaça para a democracia do novo mundo. Esta educação deve obrigatoriamente priorizar o aprendizado de atitudes coletivas de respeito humano, segundo a tábua dos mandamentos os mais sagrados. Tudo dentro da proposição de Spinoza - todas as idéias, enquanto se referem a Deus, são verdadeiras!

O desenvolvimento tecnológico passou a envolver um outro tipo de dominação, o código da propriedade intelectual. A tecnologia industrial atualmente se encontra em discussão em quase todo o mundo em função de certas conquistas recentemente atingidas, e enfrenta problemas de natureza ética. O nosso país, por exemplo, há cerca de vinte anos deixou de reconhecer o direito de patente sobre produtos químicos farmacêuticos e sobre produtos nutritivos. O capital internacional agora tenta obter o direito de patente, não só para este tipo de produto, como também para os resultantes de processos biotecnológicos. Argumenta-se que o investimento em pesquisa é muito grande, nem sempre com retorno imediato e, portanto, o direito à patente se justifica ante a necessidade de se cobrir os custos de produção e poder-se continuar num processo de investigação, necessário à melhoria da qualidade de vida de toda a humanidade. Quando se pergunta se o preço do produto já não inclui estes gastos, a resposta é a de que a reprodução imitativa por um competidor impediria uma concorrência efetiva no mercado. Não deixa de ser paradoxal - o neoliberalismo pedindo a interferência do Estado para proteger a economia. Ou seja, o neoliberalismo aceita o Estado que defenda as suas incoerências. Quando se pergunta ainda por que a patente com direito à exploração monopolista não pode ser substituída pelo pagamento do royalty, a explicação é que seria impossível o controle da produção. Não há qualquer dúvida de que a patente poderá ser um artificio de estimulo ícompetitividade técnico-científica. Mas não se pode deixar de considerar o aspecto global do relacionamento econômico entre as diferentes sociedades. A ética não pode prevalecer em situações circunscritas. Antes deve nortear acordos bilaterais em que não só a propriedade intelectual, mas outros fatores devam ser equacionados.

Um organismo internacional do tipo Gatt, que regule todos os assuntos pertinentes à proteção industrial e agrícola, está fadado ao insucesso, posto que é impossível uma sistemática única que contemple as expectativas de países em fases diferentes de desenvolvimento. A patente seria mais bem regulamentada em acordos bilaterais, sendo a transferência de tecnologia uma determinante para uma posição consensual.

Do ponto de vista moral-filosófico a patente é antiética no conceito de Spinoza. Com efeito, o pensamento de Deus é infinito e o ato de pensar está em Deus. Não cabe tributar a criação divina.

Ética na Tecnologia: Uma Abordagem Historica

Ética na Tecnologia: Uma Abordagem Histórica
O presente texto foi apresentado como um Paper para o módulo de informática do Regime de Iniciação Científica da Universidade São Judas Tadeu.
por Alberto Cabral Fusaro
Introdução
Uma das questões que se levanta com grande freqüência nesse início do Terceiro Milênio é a da postura ética no uso da tecnologia. Quando o assunto é esse, não importa que estejamos falando de áreas completamente distintas da atuação humana, como as de medicina, jornalismo, física ou marketing. Em qualquer uma delas, o emprego da tecnologia sempre levanta uma indagação a respeito de quais limites devem ser respeitados e de quais devem ser superados.
Mas será que essa é uma problemática exclusivamente contemporânea? Viveríamos nós em um período assim especial, ao qual não se aplicam os preceitos herdados dos antigos, medievais e modernos? Ou o caso seria outro?
A proposta do presente artigo é a de sugerir uma rápida e resumida reflexão dirigida a respeito do assunto, sem a pretensão de oferecer soluções nem análises profundas da questão apresentada.
De Onde (Parece Que) Viemos
Ao passarmos a história da humanidade em rápida revista, encontramos indícios claros de que todos os desenvolvimentos tecnológicos levaram a humanidade a situações merecedoras de maior atenção no campo ético, mesmo que não se observe nenhuma revisão ética de fato.
Como exemplo disso, podemos relembrar passagens históricas significativas, em que o uso de novas tecnologias, principalmente nas guerras, levou a uma mudança no equilíbrio do poder. Recuando uns dois mil e quinhentos anos no tempo, encontramos a prática utilizada pelos bárbaros de lançar "bombas" de veneno sobre os depósitos de sementes das cidades sitiadas, para minar a resistência à invasão. Tal estratégia empregava o uso de diversas técnicas, como as de extrair e combinar materiais para se obter o veneno, ou ainda a tecnologia envolvida na construção das armas de arremesso utilizadas, desde fundas até catapultas.
Ao longo da Idade Média, surgiram novas armas de destruição em grande escala, capazes de eliminar um grande número de inimigos em pouco tempo, sustentando a idéia de que não basta possuir um exército maior ou melhor, mas que também é necessário haver superioridade tecnológica.
Esses exemplos nos inspiram a fazer uma pergunta: o uso dessas tecnologias bélicas foi ético? Talvez seja difícil responder ao certo. Há argumentos tanto contrários quanto favoráveis ao uso da tecnologia para "desequilibrar" uma guerra. Em geral, a opinião do lado vencedor é a que prevalece e, também em geral, foi esse lado que utilizou uma tecnologia superior.
Podemos encontrar exemplos ainda mais claros no final da Idade Média e no início da Idade Moderna, quando as grandes navegações levaram os europeus a encontrar povos tecnologicamente tão rudes que a superioridade de suas armas lhes permitiu colonizar novas terras. Em seguida, a Revolução Científica trouxe à luz uma série de conhecimentos que se reverteram em tecnologia e em novas possibilidades de "domínio" sobre a natureza. Mais uma vez, questionar tais passagens quanto à ética é uma árdua tarefa, pois o "lado vencedor" foi aquele que deixou sua versão gravada para o futuro.
E isso tende a se repetir indefinidamente na história.
Quem (Pensamos Que) Somos
Como resultado, chegamos ao momento histórico atual, o qual denominamos "contemporâneo". Observando nosso passado recente, encontramos no último século um aumento da produção científica em escala quase exponencial, resultando em um avanço tecnológico impressionante. Contudo, será que uma pessoa que estivesse olhando para o final do século XV, a partir do século XVI, também não teria essa impressão? Os inventos ligados à navegação, as idéias de Giordano Bruno e de Nicolau DiCusa, que permitiam explicar fatos até então inexplicáveis, e outras tantas "novidades" poderiam dar uma sensação de se estar no auge da civilização, como se nada mais pudesse superar tal momento. Talvez estejamos vivendo hoje algo parecido.
Contudo, apesar das semelhanças, o questionamento ético está em alta em toda nossa sociedade como nunca antes. E não apenas na tecnologia, mas em todas as áreas. Em geral, em termos culturais, o assunto que está em voga não é exatamente o que se possui, mas o que se está buscando, como se a humanidade discutisse coletivamente, por intermédio do diálogo cultural, o passo seguinte a ser dado. Ouso sugerir que, sob certo aspecto, o impasse de nossa geração é o da ética.
A questão da ética na tecnologia parece ser uma conseqüência da falta de difusão da ética como uma prática cotidiana entre as pessoas. Os valores e referências de uma sociedade competitiva e centrada em resultados parecem sugerir uma constante necessidade de superação, valorizando a diversidade da busca e vendo qualquer limitação como um problema. E a ética é uma limitação. Sendo a ética um limite em si, ela se torna um problema. A grande questão que se nos apresenta, então, é a de escolher coletivamente quais os traços delimitadores da ética. Essa escolha determinará o rumo e o perfil de nosso futuro.
Para Onde (Achamos Que) Vamos
A tecnologia parece ser o centro de nossa sociedade atual. Vivemos um período que está sendo identificado, talvez prematuramente, como a "Era da Informação". É desnecessário dizer que a evolução de nossas redes de informação depende dos avanços da tecnologia. Além disso, também vivemos a "Era Genômica". Na opinião de muitos pesquisadores, existe uma grande possibilidade de que a sobrevivência de nossa espécie venha a depender das tecnologias de controle e de manipulação dos genes. Passamos há pouco tempo pela "Era Atômico-Relativista" e rumamos para uma possível "Era Quântico-Supercordal" no campo da Física, ciência essa que é um dos principais esteios determinantes da tecnologia.
Entre as diversas coisas que todas essas "eras" têm em comum, devemos ressaltar dois dos fatores que são pertinentes ao nosso futuro: a capacidade de transformar profundamente a realidade em seus aspectos tecnológicos; e a alta volatilidade ética desse poder de transformação quase absoluto. Se não delimitarmos a atuação da tecnologia pela ética, mas apenas pela incontrolável necessidade de progresso, podemos vir a construir um amanhã nada desejável.
Conclusão
O que é então a tecnologia? Tecnologia é poder. É o poder de controlar, de criar, de aplicar a razão sobre a natureza, sobre as pessoas. Quanto mais avançada a tecnologia, maior o controle e mais amplo o poder. Em uma sociedade absolutamente tecnológica, o poder seria absoluto? Talvez. Isso soa assustador, mas o mais importante não é saber "quem" teria acesso a esse poder, mas sim conhecer quais os fatores que delimitam esse poder, uma vez que quando se fala em "poder absoluto", está-se referindo a algo acima de qualquer lei.
A proposta mais coerente seria a de esse poder se submeter apenas aos princípios éticos, independentemente da área de atuação. Diferentemente dos antigos, que puderam se abster de uma manifestação mais premente da ética, dado o estágio tecnológico em que se encontravam, a geração atual não pode mais se permitir tal indulto. Tal permissividade seria uma espécie de "suicídio" por "asfixia tecnológica", já que a falta de ética poderia levar a humanidade a conseqüências desastrosas.
A discussão das questões éticas nas aplicações tecnológicas deve permear o diálogo científico nos anos vindouros. Desse embate surgirá o mapeamento de nosso futuro. "Quem viver, verá".
Bibliografia
ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. Trad. de Alfredo Bosi (Org.). São Paulo: Martins Fontes, 1999.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornhein. "Coleção: Os Pensadores". São Paulo: Abril Cultural, 1984.
COULANGES, F. A Cidade Antiga. Trad. de Fernando de Aguiar. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
FOUREZ, G. A Construção das Ciências - Introdução à Filosofia e à Ética das Ciências. Trad. de Luiz Paulo Rouanet. São Paulo: UNESP, 1995
HUISMAN, D. Dicionário de Obras Filosóficas. Trad. de Ivone C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
LALANDE, A. Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia. Trad. de Fátima Sá Correia, Maria E.V. Aguiar, José E. Torres e Maria G. de Souza. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
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A Tecnologia dos Aviões Norte-Americanos

A tecnologia dos aviões norte-americanos
16/01/2006


Predador
Mesmo antes de ser divulgada a utilização de aviões-robô, os EUA já lançavam mão de outro artifício tecnológico para fazer espionagem: os aviões invisíveis, ou seja, inexistentes para os radares. O talvez mais famoso deles, denominado Stealth, foi um sucesso em 1991, atacando Bagdá durante a Guerra do Golfo sem ser atingido por toda a barragem anti-aérea de Saddam Hussein. Já na guerra da Bósnia um avião do mesmo tipo foi derrubado, dando fim à suposta invencibilidade do projeto.

Tecnologias de Aviões

Empresa francesa cria kit contra bombas em aviões.
Motivada pelo homem do "sapato bomba" e a recente série de atentados terroristas, uma empresa francesa desenvolveu um kit para prevenir ataques a bomba que pode ser acionado em segundos pela tripulação de aviões para evitar que uma granada ou outro tipo de explosivo derrube a aeronave. Sema, uma pequena companhia sediada em Paris, especializada na fabricação de coletes à prova de bala e dispositivos para combater correspondência contaminada com antraz, prepara a produção de dois kits antibomba, um para uso nos vôos e outro para locais públicos.

O kit desenvolvido para uso em aviões, chamado Flight Bomb Killer (exterminador aéreo de bombas) ou FBK, pode ser usado para envolver um explosivo em apenas cinco segundos, isolando hermeticamente o dispositivo e contendo a explosão, afirma Charles Laubie, diretor gerente da Sema. "Todas as pessoas com quem falamos disseram: Por que vocês não pensaram nisso antes? É tão simples", disse Laubie, acrescentando que potenciais clientes na França, Europa e no Oriente Médio já manifestaram interesse pela invenção.

"Primeiro houve os ataques de 11 de setembro, depois, o antraz e então o vôo Paris-Miami em dezembro do ano passado", afirmou, referindo-se ao caso em que Briton Richard Reid é acusado de tentar explodir uma avião, usando explosivos escondidos em seus sapatos. Reid é acusado de ter tentado acender os explosivos com um fósforo, mas foi detido por membros da tripulação do vôo e alguns dos 197 passageiros do avião, que aterrissou em segurança em Boston.

A empresa desenvolveu um segundo kit, o Ground Bomb Killer (exterminador de bombas para solo), ou GBK, que pode ser usado por equipes de segurança em locais públicos. Não requer treinamento porque pode ser simplesmente lançado sobre o artefato suspeito, afirmou Laubie. "O kit para uso em aviões pode requerer algum treinamento, mas o para uso no solo não necessita de nenhum", afirmou. Parques temáticos já fizeram suas encomendas, afirmou, recusando-se a fornecer detalhes sobre outros clientes potenciais.

Ambos os produtos, apresentados em forma de uma mala, são feitos de materiais ultra-resistentes, capazes de deter uma explosão de uma granada de fragmentação ou uma carga explosiva "ao menos do tamanho da que seria usada pelo homem do sapato-bomba no caso do vôo Paris-Miami", afirmou Laubie. O kit para uso em solo poderia conter até mesmo bombas maiores, afirmou.

O FBK, cujas medidas permitem que seja estendido no corredor entre as fileiras de assentos do avião, deve custar entre 15.000 a 20.000 euros. O GBK, que terá quatro tamanhos diferentes, será vendido por um preço que deve variar entre 1,5 mil e 5,2 mil euros, afirmou. Ambos devem estar disponíveis para venda no mês que vem. Laubie afirmou que o mercado potencial é grande, considerando o número de ataques recentes em países que vão da Finlândia às Filipinas.

Reuters

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Matemático cria tecnologia do avião invisível
Modelo computacional torna invisível objetos grandes a curta distância.
Novidade criada por matemático pode ser aplicada a aviões e submarinos.
Do G1, em São Paulo
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Ainda está longe de os cientistas criarem uma capa de invisibilidade como aquela utilizada pelo personagem Harry Potter. No entanto, um matemático europeu deu recentemente um passo nessa direção, desenvolvendo um modelo computacional que pode tornar invisíveis objetos grandes -- como aviões ou submarinos – a curta distância.

Até então, cientistas só haviam conseguido dar a característica de invisibilidade a objetos distantes. Para isso, desenvolveram um metamaterial (material que ganha propriedades principalmente de sua estrutura, e não de sua composição) capaz de dobrar a radiação eletromagnética -- caso da luz visível ou microondas – em torno de um espaço esférico, fazendo que os objetos nessa região deixassem de aparecer.

Para tornar invisíveis objetos a pouco espaço de distância, o matemático Sébastien Guenneau, da Universidade de Liverpool (Reino Unido), desenvolveu com seus colegas um modelo computacional chamado GETDP, cujos detalhes não foram especificados no estudo sobre a novidade.

“Para que esse tipo de capa de invisibilidade funcione, é necessário primeiramente fazer com que a luz seja dividida em duas ou mais ondas, para criar um novo padrão de ondas. Com base nesse padrão, conseguimos regiões claras e escuras que são necessárias para fazer um objeto parecer invisível”, afirmou o matemático na pesquisa.

Cientistas prevêem que os metamateriais possam ser usados a partir da próxima década em aplicações militares, como na construção de aviões de combate e submarinos. “O formato e estrutura dos aviões fazem deles objetos ideais para se tornarem invisíveis, porque têm uma estrutura fixa e padrão de movimentos. Já com os seres humanos e animais é mais difícil, porque seus movimentos são flexíveis”, explicou o matemático. E não de ficar nessa de ´a qualquer momento entraremos em guerra´. Acho que deveriam se importar em ter a IGUALDADE no mundo, acabar com a FOME, doenças, entre outras coisas. Afinal, me digam, se as pessoas tiverem tranquilidade.. pra QUE vão querer guerrear entre si? É.. é uma boa invenção... Mas acho que as pessoas de um modo geral (cientistas também entram nessa classe), deveriam se preocupar com muitas outras coisas bem mais importantes. ´Guerras ainda existirão´, só que se algm parasse pra pensar. procuraria meios de EVITAR a guerra, *continua* O que seria bom mesmo,é que os governos em vez de gastar o dinhheiro do povo em máquinas de guerra,material bélico e outrasinvenções,desse mais atenção em arradicar a pobreza no mundo melhorando a vida de todas q vivem a margen da miséria!
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Futebol e tecnologia (ou nem tanto...)
Por Cesar Brod em 18/06/2007
Em julho de 2005 fiz a palestra de abertura do V SDSL - Seminário de Desenvolvimento de Software Livre. A palestra era um exercício de futurologia, e eu a iniciava anunciando aos participantes a abertura do XI SDSL, no ano de 2008. Talvez em função do frio excessivo em São Leopoldo, minhas bolas de cristal (vocês já sabem, são duas, uma é backup) falharam miseravelmente justamente na previsão principal: a de que teríamos outros SDSL! Mas isto é história para outro artigo...
Uma das previsões que eu fazia em minha palestra era a de que a Nike, a iRobot e a ESPN investiam em uma "bola inteligente" a ser testada a partir da Copa do Mundo de 2006, mas que seria proposta oficialmente para a FIFA na Copa de 2010. A bola seria composta de um polímero semi-transparente, permitindo que múltiplas câmeras internas transmitissem a um centro de controle e mesmo às emissoras de TV a "visão da bola" durante o jogo. Seria possível ver tanto o ângulo do chute, com a aproximação do pé do jogador, como a visão das mãos do goleiro, agarrando a bola ou não. Um conjunto de sensores determinaria a força do chute e a velocidade da bola. Cálculos de tempo de bola em jogo e outros seriam extremamente facilitados.
Qual não foi a minha surpresa ao ler, em outubro de 2005, uma notícia na Infoworld anunciando uma bola desenvolvida pela Adidas-Salomon, Cairos Technologies e o Fraunhofer Institute. A idéia tinha uma implementação mais simples do que minha previsão, mas ainda assim permitiria a certeza de que a bola entrou no gol ou não em casos onde a visualização da jogada poderia dar margem a dúvidas.
Agora, cá pra nós, nem precisa tanta tecnologia para comprovar que o primeiro gol do Boca Juniors contra o glorioso Grêmio na última quarta-feira, dia 13 de junho, foi completamente irregular, com três jogadores impedidos! Tá lá no Youtube! Um gol assim, irregular, no início do jogo, abala a fé na arbitragem, desestimula os jogadores, revolta a torcida e, com certeza, influenciou no resultado. Tanto em termos práticos, pois fosse anulado, iríamos ao Olímpico no dia 20 de junho tendo que vencer do Boca por uma diferença de "apenas" três gols, como em termos mais subjetivos. Afinal, fosse o gol anulado, será que o Grêmio não teria mais estímulo e moral para já ter vencido aquela primeira partida pela final da Libertadores? Vai saber!
A questão é que a evolução de qualquer tecnologia tem que estar em sintonia com sua utilização prática. Já ouvi dizer que o excesso de tecnologia tiraria a "magia" do futebol. Pode até ser, mas convenhamos então que a regra do impedimento é absurda! Afinal, todo mundo, que assiste a um jogo pela TV, tem muito mais condições de avaliar se um jogador está impedido ou não do que o juiz e seus bandeirinhas.
O futebol, assim como qualquer esporte, serve para a base do desenvolvimento tecnológico que nos permite uma vida melhor, mais segura. A Fórmula 1 e seus avanços no uso de combustíveis, lubrificantes, na criação de carros cada vez mais velozes e seguros, é um bom exemplo disto. As maratonas, certamente, são co-responsáveis por termos calçados mais confortáveis. A tecnologia não dever poluir a "magia" dos esportes, mas em alguns momentos, pode fazê-los voltar a uma base de regras que estejam de acordo com o senso comum.
Voltando ao caso do impedimento, que se permita ao juiz verificar, em um "replay" imediato, uma situação duvidosa e, assim, agir corretamente, ou que se elimine esta regra. No mínimo, veremos mais gols em nossos campeonatos.
Um abraço para o Mário José de Souza, que (ao menos eu saiba) foi o primeiro a vir com a idéia da bola inteligente, lá por 1993.
Futuro da tecnologia no futebol
Robôs poderão substituir bandeirinhas nos campos de futebol em 2020, diz um amplo estudo sobre o impacto da tecnologia no futebol, publicado nesta semana em Londres.
O estudo Orange Future of Footbal Report 2008 foi conduzido pelo Future Laboratory, consultoria que faz previsões e que entrevistou especialistas em tecnologia e esporte para tentar mapear a evolução tecnológica do futebol nos próximos 12 anos e o impacto nos torcedores, clubes e jogadores.


Segundo o estudo, os torcedores não precisarão mais duvidar das decisões dos árbitros, já que os campos terão sensores de luz para sinalizar as saídas de bola e posição das jogadas. Os juízes poderão contar com a ajuda de bandeirinhas robotizados, que poderão identificar com precisão os impedimentos, eliminando os erros (veja foto).
O relatório prevê ainda que, antes do início do jogo, os jogadores irão registrar suas chuteiras e terão sensores instalados nos calçados. Estes sensores – que identificarão jogadores da casa e visitantes- poderão transmitir informações a outros equipamentos, instalados nas bolas da partida. Desta forma, será possível identificar quando jogadores se encontram em posição de impedimento, por exemplo.
Os "estádios vivos", como são chamados no relatório, terão ainda pontos de comunicação que permitirão o contato entre os técnicos e os jogadores durante a partida.
Para o diretor de pesquisas da Orange – empresa britânica de telefonia celular que encomendou o estudo – a tecnologia "pode ter um papel importante na evolução do jogo, ajudando a eliminar as injustiças em campo e garantindo decisões precisas".

Torcedores
Além das mudanças nos campos, o relatório sugere que em futuro próximo, o modo como fãs acompanham os jogos também poderá mudar. Os especialistas dizem que os torcedores não precisarão assistir aos jogos ao vivo, pois poderão assistir às partidas em telas com imagens holográficas em três dimensões.

Os especialistas sugerem ainda que os jogos estarão disponíveis para serem acompanhados pelo telefone celular.
Já para os que preferem ir ao campo, o estudo indica que todos os assentos do estádio estarão equipados com pequenos monitores, com imagens de câmeras de vários ângulos. Além disso, os espectadores poderão pedir comidas e bebidas diretamente dos seus assentos.
O relatório sugere ainda que, no futuro, os clubes devem oferecer opções de moradia para os torcedores que preferirem morar dentro ou próximos do estádio. Os especialistas afirmam ainda que a prática de oferecer ações do time aos torcedores, melhorando a administração dos clubes.
Super tecnologia
Segundo os especialistas ouvidos pelo estudo, as equipes médicas poderão usar terapia genética para encurtar o tempo de recuperação dos jogadores machucados e a nanotecnologia poderá ser usada para fabricação de camisas e uniformes inteligentes, que poderão prevenir ferimentos e controlar o suor.
As camisetas dos jogadores também poderão ser potencializadas para atrair e oferecer mais publicidade. A pesquisa sugere que as logomarcas que aparecem nas camisas poderão ser modificadas durante a partida, graças a sensores instalados nos uniformes dos jogadores.

A tecnologia irá também melhorar o desempenho dos jogadores, diz o estudo. Segundo os especialistas, os avanços na área da nutrição e da genética irão influenciar a dieta e a saúde dos jogadores, que irão "atingir o desempenho máximo, muito além do que se pode imaginar atualmente", diz o relatório.
"Algumas destas descobertas podem até parecer que foram tiradas de um livro de ficção científica, mas na verdade são uma realidade que está ao nosso alcance, esperando para acontecer", diz Tom Savigar, diretor do Future Laboratory.

Fonte: BBCBrasil.com
Tecnologia no futebol é inevitável


Carlos Ferro


cferro@dn.pt
Figura 1


Hélder Postiga merece que Olegário Benquerença lhe ofereça uma boa prenda de Natal. Graças ao golo do avançado do FC Porto no Restelo (vitória dos campeões nacionais por 1-0 frente ao Belenenses) o árbitro livrou-se de uma polémica que poderia aquecer os ânimos até ao jogo de sexta--feira entre Sporting e Benfica.

O lance não sancionado pelo juiz aos sete minutos, quando Postiga tocou na bola dentro da baliza após remate de Quaresma, tinha todos os condimentos para provocar o ressurgimento da discussão sobre a utilização da tecnologia no futebol. É claro que hoje apenas se analisa o recurso às bolas com chips - testadas pela FIFA num Mundial de sub-17 e que poderão ser usadas no Mundial de Clubes, em Dezembro -, mas imagine-se os comentários se o FC Porto tivesse empatado e perdido dois pontos para o Sporting.

Como ambos ganharam, a discussão vai seguir "com tranquilidade" até ao próximo lance polémico. Por exemplo, ainda hoje há quem se lembre do golo não validado à União de Leiria na época passada num desafio em que o guarda-redes sportinguista Ricardo defendeu a bola dentro da baliza. Além do tento atribuído a Alecsandro (o terceiro dos leões) no recente encontro entre o Sporting e o Sporting de Braga em que não existem certezas sobre a validade do mesmo. Com o chip estas situações não existiram e a modalidade só teria a ganhar. Depois das experiências com os auriculares de Olegário Benquerença e Lucílio Baptista não será a hora de se avançar mais um passo?




Miccoli falha Sporting e 'final' com Manchester


Jogar à porta fechada


O golo que foi e Olegário não viu


Tecnologia no futebol é inevitável


Bracarenses com pouco fulgor derrotam Setúbal sem argumentos
Tecnologia refina futebol arte da Seleção Brasileira
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!,
e Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 19 de abril de 2006 às 08h00
Atualizada em 19 de abril de 2006 às 13h11
E-mail Imprima Comente Erros? del.icio.us Digg a a a
São Paulo – Moraci Sant Anna e Carlos Alberto Parreira revelam ao IDG Now! como a tecnologia tem lapidado a seleção brasileira.
Nos dias 22 e 23 de maio, a Seleção Brasileira de Futebol se apresenta na Suíça para iniciar os treinamentos rumo à Copa do Mundo 2006. É aí que entra em campo um instrumento fundamental: a tecnologia da informação.

Sempre com o notebook na beira do campo, Moraci Sant Anna, preparador físico da seleção brasileira, começou a usar tecnologia nas avaliações e no preparo físico de atletas há 15 anos.

Leia neste especial:
>A 1ª Copa do Mundo da TV digital
>Conheça a infra-estrutura tecnológica do Mundial
>Acompanhe a Copa do Mundo pela web
>TVs LCD e plasma: qual a melhor?
Esteiras acopladas a computadores para avaliação aeróbica, dispositivos de GPS (Global Positioning System) para medições de velocidade e um software para fazer a marcação cerrada de cada lance de uma partida do Brasil, fornecendo os dados ao técnico Carlos Alberto Parreira.
>Entrevista com Parreira
Em entrevistas exclusivas ao IDG Now!, Sant Anna e Parreira contam porque não dispensam equipamentos de ponta para aprimorar o talento da equipe pentacampeã do mundo.

“O futebol não é uma ciência exata, mas é evidente que a tecnologia ajuda e muito”, observa o técnico da Seleção, Carlos Alberto Parreira.

O trabalho da ciência começa na avaliação do atleta que fornecerá as informações precisas para cada treinamento.

“Para fazer uma preparação física de alto nível não tem como você não começar através de avaliações. E hoje nós temos aparelhos moderníssimos para fazê-lo, que envolvem várias qualidades físicas, como força, potência, velocidade, explosão”, conta o preparador físico da Seleção, Moraci Anna.

Entre os laboratórios de avaliação utilizados pela equipe do Brasil, Sant Anna utiliza uma esteira Life Fitness que chega a 25 quilômetros por hora, acoplada a um computador, capaz de realizar diversos testes de resistência. Um deles é o ‘Programa Análise do Teste do Limiar Anaeróbio’, que informa o ritmo que o atleta tem de correr em um treinamento de longa distância.

“Como sabemos que normalmente o atleta está na faixa de 12 a 15 km/hora, iniciamos a avaliação em torno de 10 km e o próprio computador vai mudando a velocidade”, explica o preparador.
do inteiro.